Pastoreio de gado em área nobre da cidade causa incômodo a moradores

A cena se repete diariamente há pelo menos dois anos conforme testemunho de pessoas que residem numa área residencial de alto padrão localizada na zona leste da cidade, que abrange o Jardim Patrícia, Jardim Itapema e Jardim Brasília. Um mini rebanho de bois e vacas pastoreia sem ser incomodado em ruas destes bairros, se alimentando da vegetação que encontram pela frente e provocando muita sujeira.

Segundo depoimento de um morador do Jardim Patrícia, que prefere ter a identidade preservada, o gado costuma chegar de uma área localizada entre a Pedreira de Grava e o Jardim Patrícia. “O proprietário solta os bois e deixa”, afirma o morador. Os animais , segundo afirmou o denunciante, além do mato e do capim que encontram pela frente se servem das mudas de árvores plantadas em frentes às residências e em áreas verdes.


O maior problema, contudo, no entendimento dos moradores que reclamam providências das autoridades, refere-se à segurança dos motoristas que se servem das ruas naquelas imediações. Um morador disse que é comum que as vacas e bois circulem pela rua Ariovaldo da Silveira Franco, a rua da Etec. “Esta é uma via de acesso que absorve o tráfego de veículos de pelo menos quatro bairros no entrono sem falar dos que se dirigem para a estrada da cachoeira e points noturnos”, observou.

Este morador afirmou ainda que o gado atravessa cercas que conduzem à ligação entre a FATEC e a Rodovia Nagib Chaib. “Já vi vaca na margem desta estrada e até durante à noite. A qualquer hora vai ter tragédia”, avisa. No referido local é normal veículos imprimirem velocidade acima dos 80 km por hora.

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Peças para carro lidera exportação em Mogi

Partes e acessórios de veículos automóveis foram os principais produtos de exportação de Mogi Mirim no ano de 2015. É o que apontam os dados levantados pela reportagem de A COMARCA junto a Secretaria de Comércio Exterior, uma divisão do Ministério do Desenvolvimento.

Peças automotivas são destaque
O município conta com um notável parque industrial de peças automotivas, com empresas que desenvolvem produtos como embreagens, freios e suspensões. Esse setor foi responsável por movimentar, no ano passado, quase US$ 27 milhões. Isso significa quase 38% das exportações de Mogi Mirim.

Em segundo lugar está a citricultura, ou seja, exportação de frutas cítricas, como laranja, limão, setor o qual o município conquistou grande fama nas últimas décadas. Foram US$ 11,5 milhões movimentados nesse mercado, que representa pouco mais de 16% de todas as exportações locais.

Ambos os setores sofreram uma retração com o atual cenário econômico desfavorável. O mercado de peças automotivas encolheu quase 5% em comparação com 2014, ano em que movimentou mais de US$ 28 milhões. Já a citricultura sofreu mais, com um encolhimento de 27%, uma vez que chegou a movimentar US$ 15,8 milhões há dois anos.

Os três países que mais compram os produtos fabricados em Mogi Mirim são, respectivamente, Estados Unidos, Argentina e Holanda. A participação dos norte-americanos é de quase 33% (US$ 23,4 milhões), enquanto a dos argentinos é de 16,8% (US$ 12 milhões) e a dos holandeses, 10% (US$ 7 milhões).

Na ponta do lápis, a balança comercial mogimiriana é negativa desde 2010, isto é, o município mais importa do que exporta. Enquanto as exportações movimentaram US$ 71 milhões em 2015, as importações ficaram em US$ 90 milhões, um saldo negativo US$ 19 milhões.

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Mistérios do Antigo Egito e Terra Santa chegam ao Buriti Shopping

O Buriti Shopping Mogi Guaçu recebe até o dia 29 de maio o Museu Itinerante Mistérios do Antigo Egito e Terra Santa, com uma belíssima exposição de peças arqueológicas, entre 82 originais e 68 réplicas, pertencentes aos períodos distintos do Antigo Egito e da Terra Santa.

Máscara mortuária de Tutâncamon
Como se trata de uma exposição histórica, há visitas guiadas e as escolas também podem agendar horário, com direito a uma palestra. A exposição ficará aberta diariamente de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos e feriados, das 11h às 22h, na Praça de Alimentação. O ingresso custa R$ 16,00 e R$ 8,00 (meia-entrada).

Entre as peças originais que estão na mostra, há um deus cananeu de aproximadamente 2000 a.C., candeias desde 2000 a.C. até 700 d.C., vasos de vidros romanos porta unguento, perfumes e lágrimas; moedas, dentre outras novidades. Haverá palestras monitoradas.

Entre as réplicas, há três do Faraó Tutancâmon como a Máscara Mortuária, um manequim que servia para provas de roupas e joias, e o Ka dele (seu representante virtual após a morte) de aproximadamente 1323 a.C.; o busto da Rainha Nefertiti, de aproximadamente 1.330 a.C, além de várias outras peças e objetos extraordinários também da  Terra Santa.

Helicóptero
Outra atração do Buriti Shopping Mogi Guaçu é a oportunidade de fazer voos panorâmicos pela cidade em um helicóptero, até hoje das 10h às 22h. O passeio custa R$ 120,00 por pessoa. Para compras antecipadas no ponto de vendas do Buriti Shopping, o valor com desconto é de R$ 100,00, e é possível comprar das 10h às 19h.

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Mais duas ações contestam ‘venda’ do Saae

Mais duas ações populares protocoladas durante a semana contestam o processo de concessão do Serviço Autônomo de Água e Esgotos (Saae) à iniciativa privada. Elas são assinadas pela vereadora Luzia Cristina Nogueira (PSB) e pelo advogado Tiago Costa e tentam barrar a licitação da autarquia, marcada para o dia 24 de maio.

Em um documento de 60 páginas, Luzia elenca 14 pontos controversos de todo o processo legislativo que resultou na aprovação das leis que autorizam a concessão do Saae à iniciativa privada. Entre eles, a falta de revisão da estrutura administrativa e funcional da autarquia, conforme previsto na legislação vigente.

Com a ação popular, Luzia espera que a Justiça declare a nulidade absoluta da lei 5586/14 e, por consequência, a anulação do processo licitatório que tem por objetivo delegar o Saae à iniciativa privada. Além disso, a vereadora pede a proibição de abertura de novos procedimentos com o mesmo objetivo, com base na lei impugnada.

Já o advogado Tiago Costa questiona o número de audiências públicas que precederam a edição da lei de concessão. Na visão do advogado, o Governo Municipal não respeitou a quantidade mínima de audiências públicas, as quais deveriam ter sido realizadas por regiões na cidade, conforme era previsto em decreto.

Costa também acredita que a concorrência pública do Saae deva ser imediatamente suspensa. “Caso haja prosseguimento do certame, haverá sérios prejuízos aos cidadãos, que não tiveram a oportunidade de participar das audiências públicas essenciais à uma concessão desse porte e, de tamanha importância para a comunidade”, defende o advogado.

Na semana passada, o ex-prefeito Carlos Nelson Bueno anunciou que ingressou com uma ação popular contra a concessão do Saae. Em documento de 37 páginas Carlos Nelson argumenta, de maneira técnica, que o Saae possui boa saúde financeira e que sua concessão, da maneira pela qual está sendo conduzida pelo governo de Gustavo Stupp (PDT), é lesiva ao município.

O promotor Rogério Filócomo Júnior emitiu um parecer aos juízes responsáveis pelas ações defendendo a “evidente necessidade” de liminar judicial para suspender a concorrência pública, alegando risco ao patrimônio público. “Ora, a autarquia é superavitária e o próprio Poder Público Municipal possui enorme dívida para com ela”, lembrou o representante do Ministério Público.

Filócomo considera que os danos à autarquia e a seus funcionários podem ser “irreparáveis”, caso prospere a concessão da maneira como está sendo realizada. “A própria lei municipal estabelece a nova necessidade de organização do Saae, o que não ocorreu”, destacou o promotor. Além disso, na visão do MP, com a adoção de novas funções, o Saae deveria ser extinto por lei, uma vez que não haveria mais justificativas para sua existência.


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Mogi pode ter primeira prefeita de sua história

As eleições de 2016 podem ser históricas. Pela primeira vez, Mogi Mirim pode eleger uma mulher para o cargo máximo do Executivo municipal. Por enquanto, o cenário eleitoral conta com três pré-candidatas: Maria Helena Scudeler de Barros (PSB), Daniela Dalben (PTB) e Lúcia Tenório (SD). A reportagem de A COMARCA conversou com as três ao longo da semana.

Daniela Dalben, Maria Helena Scudeler e Lúcia Tenório são pré-candidatas ao Executivo

“A mulher tem que vir para somar”, diz a fisioterapeuta Daniela Dalben. “Nós mulheres já traçamos um plano para a área social e preciso dos homens para as outras áreas”, acredita. Dessa forma, a pré-candidata ao governo de Mogi Mirim aposta numa plataforma generalista. “A mulher já tem uma visão mais geral, é até cientificamente comprovado”, argumenta.

Com a experiência de já ter composto as bancadas da Câmara Municipal, Daniela diz que sua plataforma de governo será a preservação da vida. “A vida vem sendo desrespeitada pelos entes políticos. Precisamos de qualidade de vida!”, acredita. “Sempre foi minha bandeira. Agora quero ser uma nova opção ao eleitor”, destaca.

Também da área da Saúde, a ginecologista Lúcia Tenório acredita que pode usar sua experiência de vida em prol da cidade. “Ouço diariamente os anseios da população nos atendimentos que faço tanto na clínica quanto na rede pública de saúde”, conta. “Já sou uma mulher madura, sinto que posso usar todo esse aprendizado para retribuir toda a minha gratidão”, afirma.

Vice-prefeita em São João da Mata entre 2005 e 2008, Lúcia acredita que a mulher, de forma geral, ainda enfrenta preconceito no meio político. “Por isso conto com essas guerreiras mogimirianas para que possamos a cada dia reverter essa situação. Não de forma rude, mas sim com amor e sensibilidade”, ressalta.

Experiente na Câmara Municipal, inclusive tendo presidido a Casa de Leis entre 2001 e 2002, a vereadora Maria Helena Scudeler de Barros discorda dessa visão. “O eleitorado mogimiriano é simpático à mulher, somos bem representadas e não temos nos posicionado discretamente”, afirmou, em referência as colegas Luzia Cristina (PSB) e Dayane Amaro (PSDB).

A vereadora acredita que o momento político é favorável ao sexo feminino, com Marina Silva (Rede) liderando as intenções de voto para suceder Dilma Rousseff (PT) na presidência da República e com a ministra Carmen Lúcia prestes a assumir a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF). “Mulheres têm mais sensibilidade, situações difíceis me incomodam, me emocionam, não escondo isso”, afirma.

Orçamento para 2017 é fixado em R$ 350 milhões

A Prefeitura apresentou durante a semana, em audiência pública realizada no plenário da Câmara Municipal, os números da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2017. Foram planejados R$ 350 milhões para o próximo ano. Destes, R$ 304,7 milhões para a Prefeitura, R$ 36,2 milhões para o Saae e R$ 9,1 milhões para a Câmara Municipal.

“O próximo prefeito vai ter que correr atrás de recursos, a expectativa para 2017 não é boa”, alertou a secretária de Finanças, Elisanita Aparecida de Morais. De acordo com os números da LDO, a capacidade de investimento do município é próxima a zero. Dos R$ 313 milhões previstos para a Prefeitura, R$ 280 milhões são apenas para manter a estrutura do governo funcionando.

Para 2017, o município deve investir 28% (R$ 87,2 milhões) do orçamento em Educação e outros 29% (R$ 89 milhões) em Saúde. Setores como Esporte, Juventude e Lazer (R$ 2,4 milhões) e Cultura e Turismo (R$ 1,5 milhão) ficaram com menos de 1% do total previsto pela LDO.

Essa distribuição gerou críticas por parte da vereadora Maria Helena Scudeler de Barros (PSB), única pré-candidata ao Executivo presente na reunião. “A cidade tem uma receita significativa, sempre falei isso. O que precisa é enxugar setores que podem ser enxugados”, disse. A ideia de Maria Helena é rever todos os contratos da Administração com empresas terceirizadas.



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Onda de assaltos na zona Rural motiva vereadores a pedirem ajuda do Estado

Uma onda de assaltos ocorridos na zona Rural de Mogi Mirim mobilizou as forças de segurança do município a buscarem uma solução e motivou a ida de alguns vereadores à Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo em busca de ajuda. Uma reunião ocorreu na última quinta-feira, 28, com o secretário-adjunto Mágino Alves Barbosa Filho.

Os vereadores Osvaldo Quaglio (PSDB), Maria Helena Scudeler (PSB), Cinoê Duzo (PSB), Luzia Cristina (PSB), Jorge Setoguchi (PSD), Mané Palomino (PPS) e Laércio Pires (PPS), juntamente com quatro sitiantes levaram as reivindicações a Barbosa Filho. O deputado estadual Barros Munhoz (PSDB) também participou do encontro.

“Não são ações mirabolantes, mas possíveis. O secretário não prometeu nada, mas deu um norte em nossas ações”, avaliou Cinoê. Na prática, a primeira medida a entrar em vigor deve ser a fiscalização ostensiva por parte da Polícia Militar. O batalhão de Campinas deve ser comunicado sobre o assunto.


HORROR
Os sitiantes vítimas da ação dos criminosos relataram momentos de horror na mão da quadrilha. O caso de maior repercussão foi o da festa de aniversário de Letícia Layara Ferreira, quando mais de 50 pessoas foram feitas reféns. A abordagem foi rápida. “Não deu tempo nem de reagir”, conta Letícia.
“Colocaram o revólver na cabeça de uma criança”, contou Lázaro Pulcinelli, também morador da zona Rural, sobre esse caso. “Daí não tem o que fazer a não ser sentar e ficar rezando”, lamentou. “São momentos de terror que eles passaram”, concluiu.

Nessa ocasião, Letícia foi obrigada pelos criminosos a recolher todos os pertences das mulheres presentes na festa, como celulares e pulseiras, enquanto outro assaltante revistava os homens. As ameaças eram constantes. “Eles diziam que iam colocar fogo em nós”, lembrou.

A ação dos criminosos durou três horas, das dez da noite à uma da madrugada. Nesse tempo, a quadrilha fez churrasco e tomou cerveja. “Depois meu pai foi feito refém para que eles pudessem invadir o sítio vizinho”, contou João Emerson de Lima, namorado de Letícia. A ameaça é lembrada até hoje. Os assaltantes deram uma arma de fogo para a vítima e teriam dito: “Se a gente mandar atirar em alguém, você atira! Senão quem morre é você”.

Após esses acontecimentos, a reunião marcada para debater soluções para a insegurança da zona Rural contou com a presença de quase 100 sitiantes. Participaram também Guarda Civil Municipal, Polícia Civil, Polícia Militar e o Conselho Municipal de Segurança (Conseg).

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