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Mogi demite 30% dos metalúrgicos

De janeiro até agora, 994 trabalhadores da área metalúrgica perderam o emprego nas indústrias da cidade. O número representa cerca de 30% do setor. As informações são do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas de Mogi Mirim.

(Foto: Flávio Magalhães/A COMARCA)
No entanto, esse número é ainda maior. “Porque os trabalhadores com menos de um ano de serviço não passam pelo sindicato”, explica o presidente da entidade, Ozébio Donizete Réquia. Uma das mais afetadas pela crise foi a Tenneco Automotive (antiga Monroe), embora a situação agora já seja de maior estabilidade.

A empresa, assim como outras do município, começa a adotar a política de redução da jornada de trabalho e do salário dos trabalhadores. “E quase todas as indústrias da cidade deram férias coletivas”, afirma Réquia.

O presidente do sindicato destaca ainda que todos os acordos entre empregado e patrão deverão ser realizados sem prejuízos ao trabalhador, em um formato diferente pelo proposto recentemente pelo governo federal.

Além disso, Réquia não prevê um cenário animador para 2016. “As montadoras estão dando férias coletivas isso reflete em vários setores”, avaliou. “A gente ainda não está vendo  a luz no fim do túnel”, completou.

Por Flávio Magalhães
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Estiagem deste inverno ficou longe das maiores da história

A sensação é que o inverno de 2015 estava sendo dos mais rigorosos em termos de falta de chuva. Em parte pelo dias quentes e sem temperaturas muito baixas nas madrugadas, mas principalmente por causa crise hídrica que tomou conta das grandes cidades, afetando o abastecimento de água de muitas cidades e a todos com o aumento das contas de energia elétrica. A falta de chuva virou uma verdadeira síndrome na mídia nocional.

Mas o inverno deste ano está longe de ser dos mais secos da história, e apresentou um volume de chuvas pouco abaixo das médias históricas.

Atual período de estiagem não é tão severo se comparado a anos anteriores (Foto: Flávio Magalhães/A COMARCA)

De acordo com as observações feitas na Estação de Tratamento de Água do Morro Vermelho e na nova estação metrológica do Ciiagro em Mogi Mirim, pela Defesa Civil, em agosto choveu 27mm³, o que equivale a 27 litros de água por metro quadrado, para media de 30mm. Em percentual é muito menos que a média, mas a diferença significa um dia de chuva como a última quinta-feira. E mais em 25 anos, desde 1964 choveu menos que este volume no mês e em 10 não choveu nada.

Somando as chuvas de junho a agosto, o total chegou a mais de 70 mm e isso é muito mais do que o registrado nas grandes estiagens para um período de 90 dias na cidade ao longo dos ultimo 50 anos.
Em 1985, por exemplo, nestes mesmos meses choveu apenas 27mm. E em outros 15 anos chove menos que este volume. Nas há períodos ainda mais secos, como em 1988, que registrou entre junho e setembro apenas 48mm. E apenas 8mm entre julho e setembro, portanto nos mesmo 90 dias.

Por Ricardo Piccolomini de Azevedo
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Novo Plano Diretor cria especulação imobiliária em Mogi

Após uma audiência realizada na última terça-feira, 25, na Câmara Municipal para concluir os estudos sobre o projeto do novo Plano Diretor de Mogi Mirim, a vereadora Maria Helena Scudeler (PSDB) mostrou sua preocupação com o futuro da cidade. Ficou evidente que a proposta dá ao prefeito Gustavo Stupp (PDT), um cheque em branco para lotear o município.

“O projeto dá ao prefeito o poder de aprovar projetos imobiliários, com características diversas da prevista no Plano Diretor na ‘canetada’, sem qualquer consulta a órgãos técnicos e sem ouvir a Câmara ou entidades organizadas da população”, pontuou a vereadora. “Ele pode lotear o município aos seus interesses”, resumiu. Isso, completa Maria Helena, permite a Stupp autorizar empreendimentos imobiliários apenas pelos interesses econômicos de determinados grupos, causando uma verdadeira especulação imobiliária.

A audiência dessa semana registrou ainda a presença dos vereadores Jorge Setoguchi (PSD), Luzia Nogueira (PSB), Dayane Amaro (PDT), do assessor parlamentar de Luiz Guarnieri (PT) e de cinco delegados representantes dos cidadãos que participaram da discussão prévia do projeto, além do arquiteto Hélvio Guatelli e da ecóloga Noemi Valpassos Viana. Na ocasião, foram apontadas várias questões que os técnicos entendem que precisam ser revistas no projeto.

O arquiteto Hélvio Guatelli apontou diversos pontos críticos na proposta do Plano Diretor (Foto: Flávio Magalhães/A COMARCA)
Guatelli tem larga experiência em urbanismo. De 2008 para cá, foi autor de 17 projetos de Plano Diretor em diversos municípios. Foi fundamental também no desenvolvimento do primeiro Plano Diretor de Mogi Mirim, em 1966. Para o arquiteto, o projeto atual é contraditório, pois, o texto apresenta a proposta de eliminar vazios urbanos prevendo a expansão urbana junto às áreas que dispõem de infraestrutura urbana, mas ao mesmo tempo acaba criando grandes vazios, além de prever urbanização de áreas distantes do adensamento urbano existente.

Na avaliação de Guatelli, o projeto de Plano Diretor expande a área territorial urbana no município em 49%, fragmenta a cidade e cria vazios urbanos. Isso, disse Guatelli, gera a necessidade de grandes investimentos em infraestrutura e mobilidade urbana.

O projeto adota, segundo o urbanista, um modelo desagregador no aspecto social e que segrega a pobreza. Outro aspecto, é que não protege áreas ambientalmente estratégicas e não aponta rumos para o desenvolvimento econômico.

Um dos exemplos citados por Guatelli para mostrar a inconsistência do projeto de revisão do Plano Diretor é que não há definição dos eixos das rodovias que cortam o município, especialmente a SP-340, com uma área destinada aos investimentos empresarias, aproveitando esse potencial.

Guatelli também não deixou de citar a falta de previsão de áreas de convivências, como parques e outras estruturas que possam beneficiar a população. Noemi Valpassos destacou a preocupação com as áreas de preservação, como a autorização para a construção em terrenos instáveis, como as bordas da Voçoroca.

Além de todas estas questões, a maior preocupação apresentada foi com a autorização dada ao prefeito de autorizar a ocupação urbana das especificações do Plano Diretor sem qualquer limite e balizamento técnico.

Por Ricardo Piccolomini de Azevedo

Após denúncia de vereador, creche na Vila Dias passa por novos reparos

Após denúncia do vereador Robertinho Tavares (SD), a creche municipal “Maria Bueno de Amoedo Campos”, localizada na Vila Dias, passou por novos reparos para o conserto de rachaduras. Um engenheiro da Prefeitura esteve no prédio, juntamente com a Defesa Civil, e foi afastado qualquer tipo de risco aos alunos e funcionários.

Na sessão da última segunda-feira, 24, Robertinho alertou para a situação da creche, avaliando que a opção mais viável seria interditar a creche e levar as crianças para outro local. A Secretaria de Educação, porém, afastou essa possibilidade. “Não há nenhuma possibilidade da unidade ser fechada ou ficar sem aulas”, reforçou o Poder Público para A COMARCA.

Vereador denunciou rachaduras, mas Prefeitura minimizou críticas (Foto: Divulgação/Gabinete do vereador Roberto Tavares)

A creche da Vila Dias já passou por reparos em sua estrutura neste ano. As obras contemplaram o conserto de fissuras, impermeabilização sobre laje e a pintura das paredes, portas, janelas, piso e madeiras da parte externa da unidade. Os serviços foram apresentados aos pais no mês de julho.

A Prefeitura minimizou a denúncia de Robertinho. “A situação que o vereador provavelmente se referiu, era na verdade, uma trinca no reboco da parede de uma das salas, que já foi consertada”, afirmou a Secretaria de Educação.

A Secretaria de Educação informou ainda que, desde abril, investiu mais de R$ 57 mil em manutenção das escolas do município. “As más condições de prédios públicos é uma realidade que a atual gestão vem tentando aos poucos consertar, já que nas últimas gestões não houve qualquer tipo de manutenção nas estruturas dos prédios”, rebateu o Governo Municipal.

Por Flávio Magalhães

Saída de assistentes sociais foi retrocesso na Saúde, diz conselho

A saída das assistentes sociais das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), determinada pela própria Prefeitura no primeiro semestre deste ano, foi um retrocesso para o setor. A conclusão é do Conselho Municipal de Saúde (CMS), que por meio de resolução interna deliberou pelo retorno das profissionais.

A deliberação do conselho, entretanto, já foi negada pela Secretaria de Saúde. “Houve uma perda terrível nessa saída, demandou um prejuízo ao usuário do SUS”, avaliou a presidente do CMS, Rosemary Fátima Silva. Essa deliberação foi publicada na edição de hoje do Jornal Oficial de Mogi Mirim.

A consequência direta dessa medida do Governo Municipal é que os pacientes da Saúde Pública que necessitem do atendimento das assistentes sociais agora terão que obrigatoriamente se dirigir a um dos três Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) do município.

Até então, bastava ao paciente ir a UBS do bairro, já que as assistentes sociais atendiam em toda cidade, através de rodízio. “O acesso que já era difícil, tornou-se mais difícil ainda”, criticou a presidente do CMS. Na visão de Rosemary, a Prefeitura contraria a lei federal 8080/90, que prega a descentralização dos serviços ligados à saúde.

Medida dificultou atendimento, avalia a presidente do Conselho de Saúde (Foto: Flávio Magalhães/A COMARCA)

Em nota à imprensa, a Secretaria de Saúde, comandada pelo vice-prefeito Gerson Rossi Júnior (PPS), criticou a postura do CMS em divulgar a deliberação publicamente, em uma atitude que classificou como “precipitada”. Além disso, a Prefeitura negou que o paciente que utiliza o SUS seja prejudicado com as mudanças.

“É certo que toda mudança gera um desconforto. E foi o que ocorreu diante da notícia de transferência das assistentes sociais que atuavam na Saúde para a Secretaria de Assistência Social”, afirmou a secretaria. “Esclarecemos que todos os programas da Saúde que exigem a presença de Assistente Social estão mantidos”, reforçou.

A presidente do conselho de Saúde ainda desmentiu a informação dada pela Prefeitura de que as assistentes sociais eram concursadas exclusivamente para a Promoção Social. “Prestaram concurso para a Prefeitura, podendo trabalhar em qualquer setor, não foi um concurso público específico”, lembrou.

A Secretaria de Assistência Social justificou a medida dizendo que “cresceu o no número de atendimento da população nos mais diversos serviços”. Já na visão da presidente do CMS, “é justo que as políticas públicas sejam contempladas, mas não em detrimento de outras áreas”.

Por Flávio Magalhães

Acimm pretende capacitar lojistas e revitalizar fachadas da Rua XV

Não é apenas com a revitalização do espaço da Rua XV de Novembro, no Centro, que a Associação Comercial e Industrial de Mogi Mirim (Acimm) está preocupada. Além de realizar as melhorias no espaço para que os lojistas possam atender melhor seus clientes, a Acimm pretende, em parceria com o Sebrae, capacitar os lojistas e funcionários dos comércios existentes no local.

“Não adianta apenas ter um calçadão agradável para abrigar os clientes. É preciso ter profissionais nas lojas capacitados e com ambientes chamativos para prender a atenção da população”, comenta Sidney Coser, presidente da Acimm.

Além da capacitação, a Acimm, em parceria com os bancos do Brasil e Sicredi, irá abrir uma linha de crédito para os lojistas e comerciantes da Rua XV para que os interessados possam revitalizar as fachadas das lojas.

“Não estamos medindo esforços para melhorar as condições para os lojistas da Rua XV. Tudo que estiver ao nosso alcance, vamos fazer com muito empenho e dedicação. Esta linha de crédito pode ajudar muita gente”, enfatiza Coser.

Paralelamente à revitalização da via, Acimm pretende implementar medidas de incentivo ao comércio (Arquivo/A COMARCA)

Profissionais do Sebrae irão tirar fotos das fachadas dos comércios da Rua XV e fornecer os lojistas uma demonstração em 3D com a revitalização do local e proposta de nova pintura. “São ferramentas que vamos usar para animar os comerciantes. Para fazer um bom omelete, é preciso quebrar os ovos”, brinca o presidente da Acimm.

A ação inédita da Acimm em Mogi Mirim pretende oferecer seis cursos aos comerciantes, mas primeiramente aos lojistas da Rua XV. A ideia é formar turmas com no máximo de 20 e, no mínimo, de 15 comerciantes.

O primeiro curso deverá durar três meses e irá abordar os temas: Vitrinismo, exposições de produtos e produção nas lojas que causam ambiente atrativo aos clientes. “É importante revitalizar tudo. Qualificar e trabalhar com excelência. Só assim teremos os resultados que pretendemos atingir”, finaliza o presidente da Acimm, Sidney Coser.

Por Marcelo Gotti
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Jovem de classe media é preso em prédio no Centro acusado de roubo

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) prendeu na manhã de quinta-feira, 27, Felipe Fonseca Voltan, conhecido como Alemão, 19 anos, após o mesmo ter sido reconhecido em um assalto contra um estabelecimento comercial, em Mogi Guaçu.

(Foto: Reprodução)
Segundo as informações da delegada Edna Elvira Salgado Martins, responsável pela DIG, o crime foi cometido em julho deste ano, em um estabelecimento comercial no bairro Itacolomy. A vítima, uma mulher, descreveu o autor como sendo loiro de olhos azuis.

Segundo ela contou, estava no estabelecimento, quando o elemento entrou, ergueu a camiseta mostrando a arma e anunciando o assalto. Além da descrição, durante as investigações, os policiais civis conseguiram imagens que mostravam o momento que o autor do roubo teria entrado no estabelecimento e sua saída.

Ao conseguirem levantar a identidade do jovem foi solicitado um mandado de prisão, sendo concedida a prisão temporária de 5 dias. Na manhã da quinta-feira, de posse do mandado, policiais da DIG seguiram até o apartamento onde o rapaz mora com seus familiares, na Praça Floriano Peixoto – Jardim Velho.

Quando chegaram ao edifício, os policiais subiram e depararam com o pai e irmão de Felipe, os quais foram informados do que estava ocorrendo. O pai relatou que o jovem havia dormido na casa de um amigo, mas já iria chegar.

Enquanto aguardavam, os policiais realizaram buscas, sendo localizados no quarto do rapaz, um revolver calibre 22 e 41 cartuchos do mesmo calibre e também três cartuchos calibre 38.

Felipe foi surpreendido pela Polícia ao chegar no apartamento da família, na região central de Mogi Mirim

Quando chegou, Felipe foi surpreendido pelos policiais que efetuaram a prisão. Ele foi levado à DIG, onde informalmente já havia confessado o crime. Devido à localização da arma, ele, além do mandando de prisão, foi autuado por porte de arma.

Segundo a delegada, não está descartada a autoria e participação de Felipe em outros crimes, inclusive a Polícia ressalta, que se alguma vítima o reconhecer por fotos, pode fazer contato pelo telefone: 3861-4927.

Por Maria Clara da Cunha Canto

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