Atraso nos pagamentos foi maior problema da Saúde, diz Joninhas

Há mais de quatro meses a frente da Secretaria de Saúde e prestes a deixar o cargo, Jonas Alves de Araújo Filho, o Joninhas, acredita que sua gestão foi positiva no comando da pasta. No entanto, o grande obstáculo foi a falta de recursos financeiros para o setor, o que ocasionou falta de pagamentos e gerou a maior parte dos transtornos recentes.

Foi um momento tenso, nas palavras do próprio secretário. Os últimos meses foram permeados pela palavra “crise”. Joninhas assumiu a Saúde após a renúncia de Gerson Rossi (PPS) ao mesmo cargo, acentuando o conflito político com o prefeito Gustavo Stupp (PDT), enquanto a secretária de Finanças Elisanita Aparecida de Morais tentava consertar o crescente rombo no orçamento municipal.

A crise política, Joninhas conseguiu contornar. “Peguei a transição de um grupo e tentei manter a mesma equipe e a mesma linha que o Gerson estava fazendo”, afirmou o secretário. Mas o aperto nas contas foi difícil de enfrentar. “Porque se o Financeiro atrasa, não adianta nada”, admite Joninhas, em conversa com A COMARCA.

Para Joninhas, secretário de Saúde, o aperto nas finanças municipais foi o maior obstáculo do setor (Arquivo/A COMARCA)

Nesse setor, o secretário encontrou no Conselho Municipal de Saúde (CMS) um aliado. “O apoio foi essencial”, garantiu Joninhas, atribuindo ao conselho o aumento de R$ 2,4 milhões no orçamento destinado à Saúde. Não foi o ideal, mas o suficiente para que o funcionamento da secretaria se tornasse “menos difícil”.

Hoje, Joninhas se despede da Saúde com um mega mutirão contra a Dengue em andamento, com a entrega de novas ambulâncias ao município e com a recém-inaugurada Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim Planalto. Além, claro, de muita experiência. Alguns problemas, como os dos exames laboratoriais, foram resolvidos. Outros, como a abertura do prédio da UPA na zona Leste, continuam sem solução.

O novo secretário de Saúde deverá ser anunciado na semana que vem. É um profissional do próprio setor, escolhido pelos colegas. O nome ainda é mantido em sigilo. “Mas estou passando para as pessoas certas”, garante Joninhas, que deseja: “Espero que as finanças não atrapalhem tanto quanto atrapalharam na minha gestão”.

Por Flávio Magalhães
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Cratera causa indignação no Novacoop

Uma cratera aberta pela Prefeitura na Rua Francisco Manera, no Parque Novacoop, vem causando indignação nos moradores daquela região. Aberto para solucionar o problema de alagamento da via, que se arrastava por meses, o buraco tornou-se um novo problema para quem mora ou trafega pelo local.

E existe um agravante. A cratera foi aberta a poucos metros da escola municipal “Vereadora Terezinha da Silva Oliveira”. O que vem tirando o sono dos moradores é o fato de que, com o retorno das aulas a partir do dia 17, haja transtornos e até acidentes na rua. “Eu tenho criança pequena em casa, é uma preocupação”, reclama a dona de casa Daniele Ferreira da Silva.

Cratera preocupa moradores do bairro Novacoop por oferecer risco de acidentes e transtornos (Flávio Magalhães/A COMARCA)

Com a cratera a poucos metros de sua garagem, Daniele vem cobrando há dias uma solução da Prefeitura. “Liguei duas, três vezes, dizem que vão retornar e até agora nada”, reclama. “Eles acham que já terminaram a obra”, ironiza. Além do buraco que consome metade da rua, a Prefeitura ainda deixou o bueiro em frente a casa de Daniele parcialmente destruído.

Outra preocupação dos moradores é quanto ao risco de Dengue, já que as condições em que a cratera foi deixada permite o acúmulo de água em dias de chuva, o que pode contribuir para a proliferação do mosquito transmissor da doença. “É ridículo, porque é uma obra simples e temos que ficar implorando para a Prefeitura fazer”, critica a ajudante de cozinha Adriele Cardozo.

Vinda de Araras, a dona de casa Maria Aparecida dos Santos não se conforma com a situação do Parque Novacoop. “Estou abismada com a sujeira”, disse para a reportagem de A COMARCA, contando ainda que é comum o aparecimento de baratas, pernilongos e caramujos africanos. “Está um caos”, resumiu.

Buraco consome metade da rua, atrapalha pedestres e motoristas e permite acúmulo de água (Flávio Magalhães/A COMARCA)

A reportagem de A COMARCA questionou a Prefeitura sobre os problemas da Rua Francisco Manera. No entanto, o Governo de Gustavo Stupp (PDT) não deu satisfações sobre a situação, deixando o jornal, e consequentemente a população, sem nenhuma resposta. Enquanto isso, a cratera continua causando transtornos para os moradores do Novacoop.

Por Flávio Magalhães

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Mogi leva vantagem histórica sobre a Ferroviária no Paulistão

Em uma década de enfrentamentos pelo Campeonato Paulista da Série A-1, o Mogi Mirim leva vantagem em relação à Ferroviária de Araraquara. De 1986 a 1996, foram 15 jogos disputados entre o Sapão da Mogiana e a Locomotiva Araraquarense.

Na contabilidade, o Mogi Mirim venceu seis partidas enquanto a Ferroviária ficou com quatro resultados positivos. Outros cinco empates também foram contabilizados entre as agremiações.

O equilíbrio ocorre no critério de gols marcados: 12 para cada lado. Como visitante, o Sapão da Mogiana também supera a Locomotiva. Em oito jogos disputados na Fonte Luminosa, em Araraquara, o Mogi venceu três partidas, perdeu apenas uma e empatou outras quatro.


As vitórias aconteceram em 1989 e 1994 pelo placar de 2 a 1 e, em 1992, pelo placar de 1 a 0. O único resultado adverso do Sapo ocorreu em 1996, quando a Ferroviária bateu o Mogi pelo placar de 2 a 0. Os empates foram obtidos nos anos de 1986 e 1988, em 1 a 1, e nos anos de 1987 e 1991, em zero a zero.
Fora de casa, o Mogi Mirim marcou sete gols e sofreu seis. O Sapão da Mogiana acumulou entre os anos de 1986 a 1994 sete partidas sem perder para a Ferroviária.

Nesta próxima quinta-feira, 04, às 18h30, no Estádio “Fonte Luminosa”, Mogi e Ferroviária se enfrentarão pela segunda rodada do Campeonato Paulista da Série A-1. Os dois time foram derrotados na estreia do Paulistão. A Locomotiva perdeu para o Água Santa por 1 a 0 e o Sapão da Mogiana para o Audax por 2 a 1.

Da Redação

Mogi estreia com derrota no Paulistão

Na estreia do Paulistão Itaipava 2016, o Mogi Mirim acabou derrotado pelo Osasco Audax pelo placar de 2 a 1. A partida foi disputada neste domingo, 31, no Estádio “Vail Chaves”, em Mogi Mirim.

Os gols do Audax foram anotados pelo atacante Ytalo, aos dois e aos 48 minutos do primeiro tempo. Para o Sapão da Mogiana, o meio-campista Gustavo Costa, de pênalti, descontou.

Foto: Marcelo Gotti/MMEC

Na avaliação do técnico Toninho Cecílio, a falta de entrosamento do Mogi prejudicou um pouco o desempenho do time dentro de campo, aliado ao excelente conjunto da equipe do Audax. “Não é desculpa alguma. Mas começamos um pouco tarde nossa preparação para o Paulistão e prejudicou a busca do entrosamento. Mas tenho certeza que nas próximas partidas vamos encaixar melhor”, comenta Cecílio.

Mesmo com o resultado adverso, inesperado por todos da comissão técnica, o treinador mogimiriano conseguiu retirar situações positivas do time. “A derrota nos incomodou bastante, principalmente em uma estreia dentro de casa. E tem que incomodar mesmo. Aqui temos jogadores de caráter e comprometidos e que vão mostrar reação nas próximas partidas”, enfatiza Toninho Cecílio. “Mas nem tudo foi ruim. Gostei da postura do time, principalmente no segundo tempo”, completa.

Na próxima quinta-feira, 4, na Arena da Fonte, em Araraquara, às 18h30, o Mogi Mirim enfrenta a Ferroviária pela segunda rodada do Paulistão. Para a partida, Toninho Cecílio poderá contar com o zagueiro Bruno Costa, que ficou fora da primeira rodada por problemas burocráticos. “Será um reforço que terei à disposição para o jogo contra a Ferroviária fora de casa. Precisamos buscar um bom resultado, mas sabemos da força do adversário”, encerra o treinador mogimiriano.

FICHA TÉCNICA


Mogi Mirim 1 x 2 Osasco Audax

Local: Estádio Vail Chaves – Mogi Mirim (SP)
Árbitro: Marcio Henrique de Gois
Assistentes: Bruno Salgado Rizo e Evandro de Melo Lima
Público: 735 pagantes
Renda: R$ 9.370,00

Cartões Amarelos: Josa e Paulão (Mogi Mirim); André Castro, Léo Bahia, Tchê Tchê e Bruno Paulo (Osasco Audax)
Gols: Gustavo Costa 29′ 2T (Mogi Mirim); Ytalo 2′ 1T e aos 48′ 1T

Mogi Mirim
Daniel; Alex Reinaldo (Roni), Paulão, Gabriel Dias e Bruno Teles; Wendel, Josa (Jean Deretti), Bruninho e Gustavo Costa; Léo Arthur e Matheus Ortigoza (Ruster). Técnico: Toninho Cecílio

Audax
Felipe Alves; Francis, André Castro, Bruno Silva e Léo Bahia (Bruno Lima); Tchê Tchê, Camacho e Rodrigo Andrade; Mike (Rodolfo), Ytalo (Márcio Diogo) e Bruno Paulo. Técnico: Fernando Diniz

Da Redação

Elemento é detido pela PM ao tentar furtar moto

Os policiais militares Thomaz e Montoni detiveram no final da tarde da quarta-feira, 27, Elias Marcelino de Souza, 25, por tentativa de furto de uma moto.

Segundo as informações, os policiais foram acionados por uma pessoa que informou que, na Avenida Adib Chaib, um elemento tentava furtar uma moto Honda CG 150.

Com as informações e descrições do elemento, os policiais seguiram para o local e flagraram o elemento em cima da moto, tentando ligá-la com um prego.

Ele foi detido e encaminhado à Polícia Civil e autuado em flagrante. Segundo informações, esta não seria a primeira vez que Elias teria tentando furtar uma moto e, constantemente, causava perturbações no comércio do Centro.

Por Maria Clara da Cunha Canto

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Onda de assaltos em propriedades rurais continua a assustar

A escalada do número de roubos vem assustando moradores das regiões rurais de Mogi Mirim. O índice aumentou nos últimos meses, levando a Polícia a acreditar que muitos dos casos estejam sendo cometidos pelos mesmos elementos.

Na terça-feira, 26, pelo menos duas ações teriam sido praticadas pelos mesmos elementos. O primeiro crime aconteceu na região das Chácaras das Uvas.

Segundo informações da vítima, um homem de 44 anos, por volta das 18 horas, dois elementos armados invadiram sua residência, na Chácara das Uvas, anunciando o assalto. Ele foi o primeiro a ser rendido, e em seguida sua esposa que estava no interior da casa com mais três jovens. Todos foram amarrados e trancados em um quarto.

Os criminosos passaram a revirar o local em busca de objetos de valores, roubando um DVD, um cofrinho de moedas, um aparelho celular e cerca de R$ 120,00 em dinheiro.

Na fuga, os bandidos levaram o veículo Volkswagen Gol da vítima, o qual foi abandonado em um roubo ocorrido momentos depois.

Este segundo assalto, aconteceu na Rodovia dos Agricultores. Eram por volta das 21h20, quando as vítimas foram abordadas na residência por três elementos armados.

Os criminosos fizeram graves ameaças e obrigaram as vítimas a permanecerem em um dos quartos da moradia, onde foram trancados. Quando as vítimas perceberam que os criminosos haviam deixado o local, as vítimas conseguiram sair do quarto e acionar a policia.

Foram roubados desta casa, um veículo Ford Focus, uma Chevrolet Montana, cerca de R$ 1000,00 em dinheiro, uma espingarda, um circulador de ar, um televisor 50”, um notebook, cerca de R$ 5 mil em joias e 8 aparelhos celulares. Os criminosos abandonaram no local, o veículo Gol roubado no crime anterior.

MAIS
Na quarta-feira, 27, por volta das 15h30, três elementos invadiram uma propriedade rural na Rodovia Sétimo Biazotto. Renderam os moradores e exigindo dinheiro e cheques.

Segundo os relatos das vítimas os criminosos chegaram a propriedade por com um veículo Ford Focus, o qual foi identificado como o veículo roubado no dia anterior.

Por Maria Clara da Cunha Canto


Stupp entra na Justiça e suspende plebiscito do Saae

O plebiscito que ouviria a opinião da população sobre o processo de concessão do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) foi suspenso. No fim da tarde de ontem, 29, o relator João Negrini Filho, do Tribunal de Justiça, concedeu parcialmente a tutela antecipada em favor do Governo Municipal. O prefeito Gustavo Stupp (PDT) ajuizou nesta semana Justiça uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) contra a Câmara Municipal, para tornar sem efeito o decreto que autorizou a consulta popular.

Após ter veto derrubado pela Câmara, Stupp foi à Justiça para barrar plebiscito do Saae (Foto: Arquivo/A COMARCA)

“Não é de competência do Poder Legislativo tratar desse assunto”, explicou a secretária de Negócios Jurídicos, Clareana Falconi Vedovoto em conversa com a imprensa. De acordo com os argumentos utilizados pelo Governo Municipal, apenas o chefe do Executivo poderia propor esse tipo de decreto aprovado em dezembro pela Câmara. É aí que estaria a inconstitucionalidade apontada pela Prefeitura.

Também foi esse o entendimento da Justiça. O relator considerou que o Decreto Legislativo aprovado pela Câmara trata, ainda que de forma indireta, de atribuição do Poder Executivo. No entanto, como não há data definida para a consulta popular, Negrini Filho não considerou que há urgência para suspender integralmente o Decreto Legislativo.

Mesmo assim, a fim de evitar transtornos de difícil reparação, especialmente em razão dos gastos de dinheiro público que um plebiscito exige, a decisão liminar suspende desde já a realização da votação
em si, permanecendo válidas apenas a criação de Comissão Especial para conduzir o processo e a realização das audiências públicas previstas.

Isso porque o relator do Tribunal de Justiça entendeu que essas providências, num primeiro momento, não causam risco de dano irreparável. “Ouvir a população é medida benéfica para a Administração Pública”, concluiu o magistrado.

No ano passado, dias após a aprovação do plebiscito, o prefeito afirmou que, embora considerasse inconstitucional a lei aprovada, respeitaria a decisão do Poder Legislativo, por isso decidiu suspender a audiência pública que daria andamento ao processo de concessão. O chefe do Executivo garantiu na época que não teria pressa em concluir a “venda” do Saae.

A Câmara ainda será notificada sobre a decisão.

Leia na íntegra a sentença liminar do TJ:

Trata-se de Ação Direta de Inconstitucionalidade promovida pelo Prefeito do Município de Mogi Mirim, tendo como objeto o Decreto Legislativo nº 278, de 15 de dezembro de 2015, o qual "Dispõe acerca da realização de plebiscito para definição sobre a delegação a terceiros da exploração dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário" daquele Município. Alega o autor, em síntese, que a iniciativa do Legislativo acarreta indevida ingerência na competência do Executivo de administrar a prestação dos serviços públicos e definir se ela será realizada diretamente pelo Estado ou por concessão/permissão a terceiros. Afirma haver violação aos arts. 5º; 37; 47, II e XIV; e 144 da Constituição do Estado. Pede, assim, seja declarada a inconstitucionalidade do Decreto, bem como se conceda a liminar suspensão da sua eficácia, ante a presença de fumus boni juris e periculum in mora.

Pois bem, em uma análise perfunctória dos autos, é possível constatar que o Decreto Legislativo trata, ainda que de forma indireta (prevê a realização de plebiscito, mas não disciplina diretamente a questão da concessão do serviço de água e esgoto), de atribuição do Poder Executivo, isto é, definir o modo de prestação dos serviços públicos. Todavia, não há indicação da data em que o certame seria realizado e sua concretização está sujeita a "tratativas perante a Justiça Eleitoral" (art. 4º).

Portanto, não se vislumbra a urgência necessária para suspender integralmente a eficácia do Decreto Legislativo em tela. Não obstante, a fim de evitar a ocorrência de difícil reparação, especialmente em razão dos gastos de dinheiro público que um plebiscito sabidamente exige, concedo a tutela liminar para suspender desde já a realização da votação em si, permanecendo eficaz, todavia, o texto que autoriza a criação de Comissão Especial para conduzir o processo e a realização das audiências públicas previstas no Decreto, salientando-se que tais medidas, num primeiro momento, não causam risco de dano irreparável ou de difícil reparação - ao reverso, ouvir a população é medida benéfica para a Administração Pública.

Cite-se o D. Procurador Geral do Estado para, querendo, contestar no prazo legal. Requisitem-se informações ao Presidente da Câmara Municipal de Mogi Mirim. Em seguida, à Douta Procuradoria Geral de Justiça (art. 90, §§ 1º e 2º, da Constituição Estadual). Após, tornem conclusos.

São Paulo, 29 de janeiro de 2016.

João Negrini Filho Relator


Por Flávio Magalhães
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