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Fatec abre concurso para professores

A Faculdade de Tecnologia (Fatec) “Arthur de Azevedo” está com inscrições abertas em seis concursos públicos para contratação de professores. Para cada concurso, uma vaga é disponibilizada. O valor da hora-aula é de R$ 29 e a carga horária varia conforme a área.

As vagas disponíveis são para as disciplinas de Resistência dos Materiais I (Mecânica), Tecnologia de Produção II (Mecânica e Produção), Tecnologia de Estampagem I (Mecânica e Produção), Materiais de Construções Mecânicas I (Mecânica e Produção), Materiais de Construções Mecânicas II (Mecânica e Produção) e Gestão Ambiental e Industrial (Ciências Ambientais).

Concurso público da Fatec deve contratar seis novos professores (Foto: Arquivo/A COMARCA)

Os candidatos devem, obrigatoriamente, possuir graduação e titulação em programas de mestrado ou doutorado, sendo a graduação ou a titulação na área da disciplina, ou graduação e especialização, cumulativamente, na área da disciplina e possuir experiência profissional relevante de pelo menos três anos na área, ou  ainda ter graduação na área e experiência profissional relevante de pelo menos cinco anos.

Quem não preencher ao menos um desses itens será desclassificado do concurso. As inscrições podem ser realizadas até o dia 17, das 9 horas às 11h30 e das 13h às 17 horas, na sede da Fatec, que fica na Rua Ariovaldo Silveira Franco nº 567. Mais informações podem ser conseguidas pelo telefone (19) 3804-5360 ou pelo email f163acad@cps.sp.gov.br.

DOCUMENTAÇÃO PARA INSCRIÇÃO:

1. Ficha de Inscrição disponível na Faculdade, própria para o Processo Seletivo Simplificado.
2. Cópia legível de um documento de identidade, no prazo de validade.
3. Memorial Circunstanciado (Currículo baseado na Plataforma Lattes, do CNPq, com os devidos documentos comprobatórios), 
a ser entregue pelo candidato juntamente com a Ficha de Inscrição.
3.1. Não será permitida a entrega de documentos fora do prazo estabelecido neste Edital, bem como complementação 
de documentos em data posterior a data de inscrição do candidato.
3.2. O candidato que deixar de entregar o Memorial Circunstanciado no ato da inscrição será desclassificado.
4. Na hipótese de inscrição por procuração, deverá ser apresentado o instrumento de mandato, juntamente com 
o documento de identidade do procurador, os documentos de inscrição do candidato e, ainda, o Memorial Circunstanciado.
5. Não serão aceitas inscrições por via postal, fac-símile e e-mail, condicionais ou extemporâneas.

O edital completo pode ser conferido nos sites www.imprensaoficial.com.br e www.concursopublico.sp.gov.br.

Por Flávio Magalhães
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Ausência de pacientes nas consultas preocupa Prefeitura

Segundo índices levantados pela Prefeitura, as faltas em consultas médicas especializadas continuam altas. As faltas em consultas médicas chegaram até a quase 60% em algumas especialidades.

A situação não ocorre apenas em consultas, mas também em exames e outros procedimentos. No mês de julho de 2015, por exemplo, o índice foi: cardiologia 31%, cirurgia geral 36%, dermatologia 57%, gastroenterologia 19%, mastologia 41%, oftalmologia 22%, ortopedia 28%, otorrinolaringologia 35%, pneumologia 28%, psquiatria 32% e urologia 21%.

Já em relação aos exames de imagem realizados na Santa Casa de Mogi Mirim: mamografia, raio X, tomografia e ultrassonografia, média de 20 à 25% de ausência. E quanto a consultas e exames no AME de Mogi Guaçu, média de 17%.

A Prefeitura adotou uma medida para agilizar o processo de consultas e exames: informar o paciente por telefone, solicitando a retirada do agendamento. Mesmo assim, o absenteísmo não registrou queda.
Para um atendimento mais ágil, os agendamentos passaram a ser realizados por telefone, dando o prazo para retirada do documento na Unidade Básica de Saúde (UBS), de referência.

Há muitas pessoas que, após marcarem a consulta acabam faltando e, às vezes, nem mesmo retiram o agendamento. Porém, é importante lembrar que esse tipo de atitude prejudica não apenas quem faltou, mas também a população de forma geral.

Faltar em consultas médicas é algo recorrente em Mogi Mirim e a Secretaria de Saúde solicita à população para comunicar a falta quando o paciente tiver algum imprevisto, para que possa encaixar outro paciente no lugar. A demanda do SUS não é pequena, por isso, uma vaga que seja, é muito importante para quem está precisando dela.

Faltas em consultas médicas chegam a até 60% em algumas áreas, diz Prefeitura (Foto: Divulgação/Prefeitura de Mogi Mirim)

OLHAR BRASIL
A Prefeitura realizou recentemente, por meio de um programa do Ministério da Saúde, denominado “Olhar Brasil”, consultas com entrega de óculos de grau gratuitos às crianças da rede pública de ensino da Educação Básica (1º e 3º anos), que necessitaram.

Mesmo sendo tudo gratuito, inclusive, com armações para escolha, o absenteísmo foi muito grande. E todas as consultas agendadas foram confirmadas durante a semana para realização aos sábados.

Recentemente, também foi realizada uma ação especial da odontologia, com agendamentos prévios, para realização de consultas no sábado, dia 15 de agosto, ocasião em que muitas faltas também foram registradas.

É muito importante também que os munícipes mantenham seus dados atualizados. No caso de alteração de número fixo, celular ou endereço, o paciente deve comunicar imediatamente a Unidade de Saúde.
É imprescindível que a população se conscientize dessas medidas simples, já que a procura por consultas e exames é alta e há um grande número de usuários.

Por Marcelo Gotti
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Mogi demite 30% dos metalúrgicos

De janeiro até agora, 994 trabalhadores da área metalúrgica perderam o emprego nas indústrias da cidade. O número representa cerca de 30% do setor. As informações são do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas de Mogi Mirim.

(Foto: Flávio Magalhães/A COMARCA)
No entanto, esse número é ainda maior. “Porque os trabalhadores com menos de um ano de serviço não passam pelo sindicato”, explica o presidente da entidade, Ozébio Donizete Réquia. Uma das mais afetadas pela crise foi a Tenneco Automotive (antiga Monroe), embora a situação agora já seja de maior estabilidade.

A empresa, assim como outras do município, começa a adotar a política de redução da jornada de trabalho e do salário dos trabalhadores. “E quase todas as indústrias da cidade deram férias coletivas”, afirma Réquia.

O presidente do sindicato destaca ainda que todos os acordos entre empregado e patrão deverão ser realizados sem prejuízos ao trabalhador, em um formato diferente pelo proposto recentemente pelo governo federal.

Além disso, Réquia não prevê um cenário animador para 2016. “As montadoras estão dando férias coletivas isso reflete em vários setores”, avaliou. “A gente ainda não está vendo  a luz no fim do túnel”, completou.

Por Flávio Magalhães
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Estiagem deste inverno ficou longe das maiores da história

A sensação é que o inverno de 2015 estava sendo dos mais rigorosos em termos de falta de chuva. Em parte pelo dias quentes e sem temperaturas muito baixas nas madrugadas, mas principalmente por causa crise hídrica que tomou conta das grandes cidades, afetando o abastecimento de água de muitas cidades e a todos com o aumento das contas de energia elétrica. A falta de chuva virou uma verdadeira síndrome na mídia nocional.

Mas o inverno deste ano está longe de ser dos mais secos da história, e apresentou um volume de chuvas pouco abaixo das médias históricas.

Atual período de estiagem não é tão severo se comparado a anos anteriores (Foto: Flávio Magalhães/A COMARCA)

De acordo com as observações feitas na Estação de Tratamento de Água do Morro Vermelho e na nova estação metrológica do Ciiagro em Mogi Mirim, pela Defesa Civil, em agosto choveu 27mm³, o que equivale a 27 litros de água por metro quadrado, para media de 30mm. Em percentual é muito menos que a média, mas a diferença significa um dia de chuva como a última quinta-feira. E mais em 25 anos, desde 1964 choveu menos que este volume no mês e em 10 não choveu nada.

Somando as chuvas de junho a agosto, o total chegou a mais de 70 mm e isso é muito mais do que o registrado nas grandes estiagens para um período de 90 dias na cidade ao longo dos ultimo 50 anos.
Em 1985, por exemplo, nestes mesmos meses choveu apenas 27mm. E em outros 15 anos chove menos que este volume. Nas há períodos ainda mais secos, como em 1988, que registrou entre junho e setembro apenas 48mm. E apenas 8mm entre julho e setembro, portanto nos mesmo 90 dias.

Por Ricardo Piccolomini de Azevedo
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Novo Plano Diretor cria especulação imobiliária em Mogi

Após uma audiência realizada na última terça-feira, 25, na Câmara Municipal para concluir os estudos sobre o projeto do novo Plano Diretor de Mogi Mirim, a vereadora Maria Helena Scudeler (PSDB) mostrou sua preocupação com o futuro da cidade. Ficou evidente que a proposta dá ao prefeito Gustavo Stupp (PDT), um cheque em branco para lotear o município.

“O projeto dá ao prefeito o poder de aprovar projetos imobiliários, com características diversas da prevista no Plano Diretor na ‘canetada’, sem qualquer consulta a órgãos técnicos e sem ouvir a Câmara ou entidades organizadas da população”, pontuou a vereadora. “Ele pode lotear o município aos seus interesses”, resumiu. Isso, completa Maria Helena, permite a Stupp autorizar empreendimentos imobiliários apenas pelos interesses econômicos de determinados grupos, causando uma verdadeira especulação imobiliária.

A audiência dessa semana registrou ainda a presença dos vereadores Jorge Setoguchi (PSD), Luzia Nogueira (PSB), Dayane Amaro (PDT), do assessor parlamentar de Luiz Guarnieri (PT) e de cinco delegados representantes dos cidadãos que participaram da discussão prévia do projeto, além do arquiteto Hélvio Guatelli e da ecóloga Noemi Valpassos Viana. Na ocasião, foram apontadas várias questões que os técnicos entendem que precisam ser revistas no projeto.

O arquiteto Hélvio Guatelli apontou diversos pontos críticos na proposta do Plano Diretor (Foto: Flávio Magalhães/A COMARCA)
Guatelli tem larga experiência em urbanismo. De 2008 para cá, foi autor de 17 projetos de Plano Diretor em diversos municípios. Foi fundamental também no desenvolvimento do primeiro Plano Diretor de Mogi Mirim, em 1966. Para o arquiteto, o projeto atual é contraditório, pois, o texto apresenta a proposta de eliminar vazios urbanos prevendo a expansão urbana junto às áreas que dispõem de infraestrutura urbana, mas ao mesmo tempo acaba criando grandes vazios, além de prever urbanização de áreas distantes do adensamento urbano existente.

Na avaliação de Guatelli, o projeto de Plano Diretor expande a área territorial urbana no município em 49%, fragmenta a cidade e cria vazios urbanos. Isso, disse Guatelli, gera a necessidade de grandes investimentos em infraestrutura e mobilidade urbana.

O projeto adota, segundo o urbanista, um modelo desagregador no aspecto social e que segrega a pobreza. Outro aspecto, é que não protege áreas ambientalmente estratégicas e não aponta rumos para o desenvolvimento econômico.

Um dos exemplos citados por Guatelli para mostrar a inconsistência do projeto de revisão do Plano Diretor é que não há definição dos eixos das rodovias que cortam o município, especialmente a SP-340, com uma área destinada aos investimentos empresarias, aproveitando esse potencial.

Guatelli também não deixou de citar a falta de previsão de áreas de convivências, como parques e outras estruturas que possam beneficiar a população. Noemi Valpassos destacou a preocupação com as áreas de preservação, como a autorização para a construção em terrenos instáveis, como as bordas da Voçoroca.

Além de todas estas questões, a maior preocupação apresentada foi com a autorização dada ao prefeito de autorizar a ocupação urbana das especificações do Plano Diretor sem qualquer limite e balizamento técnico.

Por Ricardo Piccolomini de Azevedo

Após denúncia de vereador, creche na Vila Dias passa por novos reparos

Após denúncia do vereador Robertinho Tavares (SD), a creche municipal “Maria Bueno de Amoedo Campos”, localizada na Vila Dias, passou por novos reparos para o conserto de rachaduras. Um engenheiro da Prefeitura esteve no prédio, juntamente com a Defesa Civil, e foi afastado qualquer tipo de risco aos alunos e funcionários.

Na sessão da última segunda-feira, 24, Robertinho alertou para a situação da creche, avaliando que a opção mais viável seria interditar a creche e levar as crianças para outro local. A Secretaria de Educação, porém, afastou essa possibilidade. “Não há nenhuma possibilidade da unidade ser fechada ou ficar sem aulas”, reforçou o Poder Público para A COMARCA.

Vereador denunciou rachaduras, mas Prefeitura minimizou críticas (Foto: Divulgação/Gabinete do vereador Roberto Tavares)

A creche da Vila Dias já passou por reparos em sua estrutura neste ano. As obras contemplaram o conserto de fissuras, impermeabilização sobre laje e a pintura das paredes, portas, janelas, piso e madeiras da parte externa da unidade. Os serviços foram apresentados aos pais no mês de julho.

A Prefeitura minimizou a denúncia de Robertinho. “A situação que o vereador provavelmente se referiu, era na verdade, uma trinca no reboco da parede de uma das salas, que já foi consertada”, afirmou a Secretaria de Educação.

A Secretaria de Educação informou ainda que, desde abril, investiu mais de R$ 57 mil em manutenção das escolas do município. “As más condições de prédios públicos é uma realidade que a atual gestão vem tentando aos poucos consertar, já que nas últimas gestões não houve qualquer tipo de manutenção nas estruturas dos prédios”, rebateu o Governo Municipal.

Por Flávio Magalhães

Saída de assistentes sociais foi retrocesso na Saúde, diz conselho

A saída das assistentes sociais das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), determinada pela própria Prefeitura no primeiro semestre deste ano, foi um retrocesso para o setor. A conclusão é do Conselho Municipal de Saúde (CMS), que por meio de resolução interna deliberou pelo retorno das profissionais.

A deliberação do conselho, entretanto, já foi negada pela Secretaria de Saúde. “Houve uma perda terrível nessa saída, demandou um prejuízo ao usuário do SUS”, avaliou a presidente do CMS, Rosemary Fátima Silva. Essa deliberação foi publicada na edição de hoje do Jornal Oficial de Mogi Mirim.

A consequência direta dessa medida do Governo Municipal é que os pacientes da Saúde Pública que necessitem do atendimento das assistentes sociais agora terão que obrigatoriamente se dirigir a um dos três Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) do município.

Até então, bastava ao paciente ir a UBS do bairro, já que as assistentes sociais atendiam em toda cidade, através de rodízio. “O acesso que já era difícil, tornou-se mais difícil ainda”, criticou a presidente do CMS. Na visão de Rosemary, a Prefeitura contraria a lei federal 8080/90, que prega a descentralização dos serviços ligados à saúde.

Medida dificultou atendimento, avalia a presidente do Conselho de Saúde (Foto: Flávio Magalhães/A COMARCA)

Em nota à imprensa, a Secretaria de Saúde, comandada pelo vice-prefeito Gerson Rossi Júnior (PPS), criticou a postura do CMS em divulgar a deliberação publicamente, em uma atitude que classificou como “precipitada”. Além disso, a Prefeitura negou que o paciente que utiliza o SUS seja prejudicado com as mudanças.

“É certo que toda mudança gera um desconforto. E foi o que ocorreu diante da notícia de transferência das assistentes sociais que atuavam na Saúde para a Secretaria de Assistência Social”, afirmou a secretaria. “Esclarecemos que todos os programas da Saúde que exigem a presença de Assistente Social estão mantidos”, reforçou.

A presidente do conselho de Saúde ainda desmentiu a informação dada pela Prefeitura de que as assistentes sociais eram concursadas exclusivamente para a Promoção Social. “Prestaram concurso para a Prefeitura, podendo trabalhar em qualquer setor, não foi um concurso público específico”, lembrou.

A Secretaria de Assistência Social justificou a medida dizendo que “cresceu o no número de atendimento da população nos mais diversos serviços”. Já na visão da presidente do CMS, “é justo que as políticas públicas sejam contempladas, mas não em detrimento de outras áreas”.

Por Flávio Magalhães
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