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Julgamento de Carlos Nelson é retirado de pauta

Foi retirado de pauta o julgamento do ex-prefeito Carlos Nelson Bueno (PSDB) e outros sete réus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ) pela compra de móveis escolares sem licitação, em 2006. O pedido partiu do relator do processo, Luis Fernando Camargo de Barros Vidal, para melhor avaliar os autos.

Todos os réus já foram condenados em primeira instância, em 2015, pela juíza Roseli José Fernandes Coutinho por crime de improbidade administrativa e recorreram da sentença. O recurso deveria ter sido julgado no dia 09 de maio, mas foi adiado para segunda-feira, 23, quando sofreu novo adiamento.

Agora, não há previsão para que o processo seja julgado. O caso tramita na 4ª Câmara de Direito Público do Palácio da Justiça, na capital paulista. A importância desse julgamento está em suas consequências no processo eleitoral deste ano.


Caso o TJ mantenha a decisão de primeira instância, Carlos Nelson e a ex-vice-prefeita Flávia Rossi terão seus direitos políticos suspensos e não poderão ser candidatos em outubro. Além disso, por se tratar de uma decisão judicial de órgão colegiado, ambos poderiam se enquadrar na lei da Ficha Limpa.

Esse processo envolve ainda a ex-diretora municipal de Saúde Célia Dorázio, os funcionários públicos Antonio Puggina e Marta Leal e a empresa Ideal Rupolo Móveis, de Décio Rupolo e Leonardo Giunilato Rupolo. A Justiça declarou nulo o contrato entre empresa e Administração Municipal, condenando os réus a pagamento de multa civil de quase R$ 180 mil e suspensão dos direitos políticos por cinco anos.

A ação foi motivada pela compra de móveis escolares, sem prévia concorrência pública, da empresa Ideal Rupolo. A ordem de compra partiu do então Departamento de Educação, com apenas a cotação da referida empresa e com uma observação para a realização de um processo de inexigibilidade de licitação.

A tese de que esse procedimento não exigia licitação, dada a exclusividade dos produtos da Ideal Rupolo, não convenceu a juíza de primeira instância. Para a Justiça, a existência de inúmeros outros produtos de móveis escolares com produtos similares e que poderiam atender aos requisitos da Prefeitura. “O desenho industrial diferenciado não justifica a inexigibilidade de licitação”, sentenciou a magistrada na época.

Na visão da Justiça, a Prefeitura deveria ter levado em conta o custo-benefício da aquisição do produto e a existência de dotação orçamentária para tanto. “Era possível comprar material semelhante, com a mesma utilidade prática, sem se submeter ao preço único praticado pela ré Ideal Rupolo”, afirmou a juíza.

Mogi estreia com derrota na Série C

O Mogi Mirim não fez a estreia que o técnico Leston Júnior desejava para o Mogi Mirim no Campeonato Brasileiro da Série C. No último domingo, 22, no Estádio “Santa Cruz”, em Ribeirão Preto, o Sapão da Mogiana acabou derrotado pelo Botafogo pelo placar de 1 a 0.

O único gol da partida foi anotado pelo atacante Samuel Santos aos 47 minutos da etapa complementar. Com o resultado, o Botafogo divide a liderança do Grupo 2 da Série C com o Guarani de Campinas com três pontos somados. Já o Mogi Mirim aparece na vice-lanterna.

(Marcelo Gotti/MMEC)

Os dois times foram escalados com o mesmo esquema 4-4-2, mas ainda sem contar com alguns reforços já contratados. O Botafogo com a base que disputou o Campeonato Paulista enquanto o Mogi Mirim todo reformulado por conta do rebaixamento para a Série A2 e pela chegada do técnico Leston Júnior.

Pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro da Série C no próximo domingo, 29, os dois times voltam a campo. O Sapão da Mogiana recebe a Portuguesa de Desportos no Estádio “Vail Chaves”, às 11h. Já oBotafogo vai até o interior gaúcho para enfrentar o Ypiranga, às 16h.

Sorveteria do Genário anuncia encerramento das atividades

O empresário Carlos Botelho, proprietário da tradicional Sorveteria do Genário, anunciou no começo desta semana por intermédio de um artigo publicado nas redes sociais que, a partir do feriado de Corpus Christi, 26, o estabelecimento comercial fundado por seus avós, que funciona há 93 anos, deixará de funcionar.

Em entrevista ao jornal A COMARCA, Botelho elencou uma série de fatos que o conduziram a adotar esta decisão radical. Ele mencionou a queda do movimento por causa do aumento do número de estabelecimentos do gênero, o aumento constante dos custos de produção (energia elétrica, insumos e mão de obra) e a crise econômica, como alguns dos itens que o motivaram a fechar o estabelecimento.

A reação, segundo ele, foi imediata. “Em questão de poucas horas a notícia de que a sorveteria fecharia teve dezenas de compartilhamentos de pessoas lamentando”, contou. Ele fez a postagem às 16h da última terça-feira, 17. Ainda conforme revelou, nas horas que se seguiram ao anúncio, o movimento na sorveteria praticamente dobrou. “Em um período de baixas temperaturas e até com chuva, foi espantoso ter que correr atrás de produtos para aumentar produção”.

Botelho disse que não pretende fazer nenhum tipo de despedida. “Não cogito nada neste sentido”. A sorveteria estará aberta, segundo ele, até às 23h de quarta-feira.Ele disse que vai alugar o imóvel.

HISTÓRIA
Com o fechamento da sorveteria, derrete-se um pedaço da história de Mogi Mirim. Foi o imigrante espanhol José Maria Botelho que abriu o estabelecimento em 1923. O neto conta que ele escolheu primeiramente um imóvel no alto da Rua Paissandu. Mais tarde foi para a Praça Rui Barbosa, primeiro onde funcionou o Unibanco e depois no local onde permanece até hoje. Segundo relato de Carlos Botelho, a fixação da sorveteria no local coincidiu com a construção da Igreja São José.

Em meados da década de 1940, seu pai Genário Botelho, um dos nove filhos que o casal José Maria e dona Jacintha Cortez tiveram ,foi seduzido pelo pai para que tocasse a sorveteria. “De uma forma ou de outra, todos os filhos tiveram algum tipo de vínculo com a sorveteria. Evidentemente que alguns tiveram outros planos e foi meu pai quem decidiu tocar o estabelecimento”, revelou. Já casado com Eunice Valeriano Botelho, Genário viria a se constituir num dos nomes mais queridos e populares de toda Mogi Mirim durante décadas. Ele faleceu em 2001, aos 81 anos, e sua esposa viria a falecer dez anos depois, aos 87.

O sorvete do Genário, como ficou sendo conhecido, seguia a receita original do pai. Feito somente com ingredientes naturais, fez fama até no exterior. No início dos anos 1970, quando era embaixador do Brasil em Lisboa, o ex-Ministro da Justiça Luiz Antonio da Gama e Silva (o pai do AI-5) chegou solicitar, por intermédio de familiares, o envio de uma remessa dos sorvetes. O ex-craque do Mogi Mirim, do Palmeiras, Deportivo La Coruña, Barcelona e seleção brasileira, Rivaldo Borba, se tornou freguês de carteirinha desde a primeira vez que pôs os pés em Mogi Mirim, a partir de 1991. Rivaldo tornou-se propagador do sorvete sabor de queijo, seu favorito.

REPERCUSSÃO
O médico Raji Rezek Ajub falou com tristeza do fechamento da sorveteria. “Faz parte da história desta cidade, se tornou um ícone”, comentou. Ele disse que a frequência ocorreu desde sua infância. A família Ajub sempre residiu perto da sorveteria. “Até recentemente ainda mantinha o hábito de pagar a conta mensalmente. Meus filhos cresceram apreciando os sorvetes do Genário”, exultou.

Outra vizinha e frequentadora foi a atual vereadora Maria Helena Schudeller de Barros. “A sorveteria do Genário evoca em mim lembranças agradáveis de minha infância e de minha adolescência. Lamento muito que chegue ao fim”, disse. Maria Helena acredita que aquilo que classificou como “estado de abandono do principal cartão postal da cidade” também contribuiu para apressar a decisão do proprietário.

Esta opinião também foi compartilhada pelo atual presidente da Associação Comercial e Industrial (ACIMM) Sidney Coser. Segundo ele a área central da cidade vem sofrendo um processo de degradação que já vem de muitos anos, sem que as autoridades competentes tomem uma providência. “Até entendo que motivações econômicas tenham sido preponderantes para uma decisão tão radical do proprietário. Agora, se a Praça Rui Barbosa e arredores não tivessem na penúria em que se encontram, acredito que a situação poderia ser outra”. Coser afirmou enxergar no rastro de manifestações lamentando a decisão de Carlos Botelho uma certa dose de hipocrisia. “Muita gente que se manifesta lamentando o fechamento, provavelmente nunca nem entrou na sorveteria”, disparou.

José Antonio Scomparin, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Mogi Mirim (Sicovamm) atribui o fechamento “a mudanças inevitáveis”. Disse lamentar profundamente o fato, acrescentando que a cidade perde uma referência. “A vida toda eu e meus familiares frequentamos a sorveteria. Tinha até aquela necessidade de em se recepcionando alguém especial de fora da cidade, levar para conhecer a sorveteria”, acrescentou.

Editoria:

Invasões colocam legalização do Laranjeiras em risco

Invasões a lotes do Parque das Laranjeiras podem colocar em risco o processo de regularização fundiária do bairro. Estima-se que mais de 60 terrenos foram cercados por pessoas que não são seus proprietários de fato. Segundo A COMARCA apurou, a ocupação desses locais com barracos pode começar a qualquer momento.

“Querem transformar isso aqui numa favela”, desabafou um dos moradores que conversou com a reportagem de A COMARCA, mas preferiu não se identificar com medo de represálias. “Está correndo um boato de que o pessoal aí é ‘barra pesada’, sabe?”, disse, se referindo aos rumores de que parte dos invasores seria formada por traficantes interessados em vender drogas na região.

“Eu e outros moradores que compraram lotes e que pagam seus impostos cobramos as autoridades e elas não fazem nada!”, afirmou um morador do bairro, indignado. “É injusto demais”, criticou.
As queixas também chegaram ao vereador Robertinho Tavares (PEN), que levou o caso ao conhecimento do setor jurídico da Prefeitura. “Minha grande preocupação é não ocorrer a regularização do loteamento”, revelou, em conversa por telefone com a reportagem de A COMARCA. “Essa invasão pode atrapalhar demais”, completou.


Isso porque, segundo Robertinho, os lotes invadidos poderiam ser usados em futuro Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre a Emprelotes (que loteou o Laranjeiras), o proprietário da terra e a Prefeitura, a fim de alojar famílias que precisam ser removidas para que o processo de regularização prossiga. Com os terrenos ocupados, o município não tem onde colocar os desalojados, e a legalização de todo o bairro é comprometida.

“Se não houver um bom trabalho entre Promotoria, Prefeitura e o dono do lote, será criado o maior problema social da história do Laranjeiras”, advertiu Robertinho. Para A COMARCA, a Administração Municipal informou que, por não serem lotes de propriedade pública, não pode interferir. Entretanto, a fim de resguardar direitos, o proprietário dos lotes invadidos (que não reside em Mogi Mirim) será notificado para tomar conhecimento dos fatos e adotar as providências legais que lhe cabem.

Confirmado segundo caso de Chikungunya em Mogi Mirim

Foi confirmado nessa semana o segundo caso de Febre Chikungunya em Mogi Mirim. Trata-se de uma mulher de 65 anos, residente na zona Norte da cidade. No último sábado, 14, A COMARCA noticiou com exclusividade a confirmação do primeiro caso da doença no município.

O primeiro registro da doença, identificado pela Secretaria Municipal de Saúde há algumas semanas, é de uma mulher de 57 anos, moradora da zona Sul. Os dois casos foram importados, ou seja, não foram contraídos em Mogi Mirim. Ambas as mulheres viajaram para Pernambuco, estado em situação de emergência desde dezembro em razão das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti.

De acordo com o Boletim Epidemiológico da Prefeitura de Mogi Mirim, são ao todo nove casos de Febre Chikungunya notificados. Além dos dois confirmados e de um negativo, os outros seis aguardam resultados. O Ministério da Saúde definiu que devem ser consideradas como casos suspeitos todas as pessoas que apresentarem febre de início súbito maior de 38,5ºC e artralgia (dor articular) ou artrite intensa com início agudo e que tenham histórico recente de viagem às áreas nas quais o vírus circula de forma contínua.


Entre os principais sintomas estão febre acima de 39 graus, de início repentino, e dores intensas nas articulações de pés e mãos – dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer, também, dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas.

Não existe vacina ou tratamento específico para Chikungunya. Os sintomas são tratados com medicação para a febre (paracetamol) e as dores articulares (antiinflamatórios). Não é recomendado usar o ácido acetil salicílico (AAS) devido ao risco de hemorragia. Recomenda‐se repouso absoluto ao paciente, que deve beber líquidos em abundância.

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Segurança do Fórum é preso por estuprar filha de três anos

O segurança patrimonial, L. F., que prestava serviços de segurança no Fórum de Mogi Mirim, foi preso na quarta-feira, 18, após ter sido acusado pela esposa, de estuprar a filha do casal, de apenas três anos de idade. O caso segue em segredo de Justiça.

Após os relatos da mãe à Polícia Civil, foi solicitado mandado de prisão. Na manhã da quarta-feira, policiais civis foram até a residência da família, onde detiveram o segurança.

A mãe da criança suspeitou do estupro e procurou por ajuda. Segundo seus relatos, a criança apresentou mudança no comportamento, chegando a fazer xixi nas roupas e na cama, durante o sono e também teria alterações com a presença do pai.

Ao perceber vermelhidão nas partes íntimas da menina, a mulher começou a desconfiar do marido. Ela passou a indagar a filha, que contou que o pai lhe passava a mão.

Foi feito o exame de corpo delito e ficou constatado conjunção carnal. Perante isso, foi solicitado o mandado de prisão, o qual foi concedido pela Justiça.


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Alunos da Fatec fazem ‘maratona tecnológica’

Estudantes do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas (ADS) da Faculdade de Tecnologia (Fatec) “Arthur de Azevedo” participaram de uma “maratona tecnológica” no último dia 30. Boa parte dos alunos permaneceu na instituição das 8 às 20 horas em pleno sábado.

Foi a primeira edição do DevDay (sigla inglesa para “dia dos desenvolvedores”, em tradução livre) realizada pela Fatec. O evento consistiu em uma série de palestras sobre o mercado de Tecnologia da Informação (TI) e uma competição entre alunos (chamada Hackathon) com o objetivo de desenvolver um projeto com o tema “Saúde Pública – combate ao Aedes Aegypti segue como grande desafio”.
O tema do Hackathon foi mantido sobre segredo e revelado apenas no DevDay. Participaram, além dos alunos da própria Fatec Mogi Mirim, estudantes das Faculdades Santa Lúcia, Maria Imaculada e Unicamp. Ao todo, foram oito equipes de quatro integrantes cada.

Boa parte das equipes se concentrou em desenvolver um aplicativo para celular capaz de receber denúncias de focos de Dengue, em interação direta com a Secretaria de Saúde. Foi o caso das equipes de William Rodrigo da Silva, 25, de Mogi Mirim, e Breno Henrique de Souza, 21, de Estiva Gerbi.
“O projeto é baseado no Waze [um dos maiores aplicativos de trânsito e navegação do mundo baseado em comunidade], a pessoa tira uma foto para alertar sobre um possível foco do mosquito”, explicou William sobre seu projeto. Breno, que teve com sua equipe uma ideia parecida, destacou a interação com o Poder Público. “Os agentes de saúde podem ir direto ao ponto, ao invés de verificar todo um perímetro”.


A equipe que venceu o Hackathon, formada pelos estudantes André Gustavo Silva Lovo, Eliasibe Pereira Pannunzio Júnior, Luis Coêlho e Rodrigo Ribeiro Fuini, desenvolveu um API (sigla em inglês para Interface de Programação de Aplicativos, em tradução livre) para reunir informações de aplicativos como os de William e Breno.

Outro ponto elogiado por estudantes foi a programação de palestras do DevDay. “Eu estava em dúvida sobre qual linguagem de programação seguir”, disse o estudante Ariel Simão, 19, de Mogi Mirim, um dos que permaneceram por 12 horas na Fatec. “Tirei minhas dúvidas e ainda pude conhecer algumas empresas da região”, destacou.

De acordo com os alunos ouvidos por A COMARCA, os palestrantes complementaram o conteúdo das salas de aula e trouxeram novidades. “Há uma visão diferente, para que possamos enxergar que há vários caminhos na profissão”, afirmou Francisca Pereira da Silva, 20, natural de Jacutinga (MG), que acompanhou a palestra sobre segurança de softwares.

Já Aline Cavalcante da Silva, 25, ressaltou como as palestras evidenciaram que a internet está no cotidiano das pessoas comuns. “São informações importantes, te dá ideias sobre um pouco de tudo”, disse. Os estudantes puderam, por exemplo, conhecer de perto a funcionalidade de um drone (veículo aéreo não tripulado).

O contato com empresas também entusiasmou os alunos. “Se eles vieram para cá, não vieram a toa, vieram porque têm interesse em nós”, afirmou Ana Paula Martins, 21, de Mogi Guaçu. “Isso demonstra que querem contratar”, concluiu.

O balanço do DevDay foi altamente positivo, de acordo com o professor coordenador do curso de ADS, Luiz Henrique Biazotto. “Já estamos pensando num possível evento para o ano que vem”, revelou. Biazotto também destaca a realização do Hackathon, método utilizado por algumas empresas de TI para contratar seus funcionários.

O diretor da Fatec, André Giraldi, tem a mesma avaliação e considera que o desafio agora é colocar em prática os aplicativos desenvolvidos pelos estudantes.

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